Minha jornada desde a Dança do Ventre até o Striptease

Vou contar um pouco da minha história para vocês....por partes, é claro! Acompanhem! Beijinhos


Eu e a Dança do Ventre  

Depois de formada no Curso Superior de Fisioterapia, fiz algumas especializações na área de Dermato-Funcional. Após ter ingressado nesse mercado de trabalho, exclusivamente feminino( na época), comecei a entender melhor as mulheres. Pois lidava com a auto-estima feminina.

Além de realizar os tratamentos estéticos e pós-operatórios ( específico para quem passou por uma cirurgia de finalidade estética), sempre procurei mostrar as minhas pacientes o quão importante é deixar aflorar sua beleza interior, o gostar de si mesma. Muitas vezes, a busca fica limitada somente a um corpo perfeito. Como cuidar do corpo e reconhecer a própria beleza natural, sem estar de bem consigo mesma?

Nessa busca pelo conhecimento da minha própria auto-estima, pratiquei Yoga, ginastica, etc...por algum tempo. Até que finalmente me encontrei na Dança do Ventre. Comecei a fazer aulas dessa Dança. Foi a partir desse momento que minha própria feminilidade começou a aflorar ainda mais!

A paixão por essa dança tão envolvente me incentivou a ir em busca dos meus sonhos e desejos esquecidos e engolidos pela rotina do dia-a-dia.. Descobri dons que eu mesma desconhecia.

Os movimentos dessa Dança transbordam emoção e transmitem magia. A Dança do Ventre trabalha com o interior da mulher, mistura os sentimentos com o corpo e a alma, fazendo uma fusão maravilhosa do ser humano.

Segundo Shokry Mohamed ( famoso bailarino e coreógrafo que nasceu no Cairo em 1951) “a Dança do Ventre utiliza a força espiritual que vem de dentro da bailarina”. Portanto quem dança expressa toda a força de sua personalidade. Deixando aflorar a sensualidade feminina que muitas vezes está escondida e esquecida!

Foi assim que começou a primeira etapa da minha transformação...


  
Dança do Ventre e a minha sexualidade  



A relação da dança do ventre com a sexualidade feminina é um assunto interessante e que sempre gera uma certa polêmica. Quando eu estava iniciando na dança, eu pensava, falava e escrevia como a maioria das bailarinas dessa modalidade.


As frases e conceitos eram sempre os mesmos: a dança do ventre é muito sensual e não pode ser confundida com vulgaridade... Mas qual o conceito de vulgaridade? Em breve irei falar sobre isso também.
Ouve-se falar muito que a dança do ventre estimula a sexualidade e o aparelho reprodutor. Ponto final, ou seja fica só nisso. Será que ninguém tem coragem de perguntar ou falar de que maneira estimula a sexualidade?


Certa vez eu tive uma aluna que eu considerava muito crítica e polêmica, mas que muito me ajudou no meu desenvolvimento como professora. Essa aluna me perguntou de que maneira a dança do ventre poderia influenciar na sexualidade dela. Ao mesmo tempo que quase fiquei sem resposta, eu gostei da sua ousadia, pois foi assim que eu comecei a refletir e entender minhas próprias transformações.


A dança do ventre já havia elevado minha auto-estima e auto-confiança. Eu me sentia uma mulher mais segura, tanto para questões do dia-a-dia, como nas minhas relações com os homens. Essa segurança e confiança faziam com que eu perdesse cada vez mais a vergonha de mostrar o que eu queria de uma relação sexual. Eu me dei conta que até então quando eu me apaixonava e não era correspondida, além de fazer aquele clássico papel de idiota que acredita em tudo o que o “ príncipe encantado” fala, (alias só fala) eu ainda nem me dava o luxo de aproveitar a única coisa que ele poderia realmente me proporcionar que era o sexo.


A preocupação era sempre em agradar com a esperança de conquistar, mas depois da minhas mudanças com relação à minha autoestima e auto-confiança, eu percebi que o homem também tinha que me satisfazer na cama e para isso acontecer eu teria que mostrar o caminho.
Eu acho tão hipócrita quando dizem por aí que hoje em dia as mulheres agem como os homens, pois o que eu vejo é que hoje em dia ainda existem muitas que nunca tiveram um orgasmo, e fazem sexo somente para agradar o homem. A diferença é que agora isso acontece com desconhecidos em vez dos maridos, como antigamente!


Claro, que não podemos negar que as mulheres mudaram bastante e conquistaram muitas vitórias, afinal o universo feminino se expandiu, mas não adianta somente sermos independentes e deixarmos nossa feminilidade de lado.


A dança do ventre foi o primeiro passo para aflorar minha feminilidade que estava ali guardadinha esperando a hora de se manifestar. Passei a me sentir mais feminina, mais mulher. Aprendi a me entregar de verdade numa relação sexual, sem vergonha e sem medo. Além disso, os movimentos provenientes da dança do ventre fortalecem a musculatura vaginal (parte do assoalho pélvico) que é responsável por aquela pressão intravaginal que é sentida tanto pelo homem quanto pela mulher no momento da penetração. Existem mulheres que não têm consciência da sua capacidade de contrair a musculatura vaginal. E é justamente essa contração que pode levar ao orgasmo feminino, além, é claro da estimulação do clitóris.


Posso afirmar, sem duvida nenhuma que uma mulher que está de bem com a sua imagem e segura dos seus desejos, tem uma facilidade maior de lidar com seu corpo. Assim eu descobri que eu mesma posso fazer os movimentos e as posições que me dão prazer, sabendo me impôr na cama também. Essa atitude pode resultar numa relação mais prazerosa para as duas partes, já que o sexo depende dos dois e não apenas de um. 


Luana Marchiori

3 comentários:

  1. maravilosa, muito gata, q pena q moro longe, se morasse perto nao ia perder essa super gata! muito linda!

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  2. tu é uma vergonha para as fisioterapeutas

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  3. Siga...Em.. Frente.... Continue.. Buscando.. seus..Sonhos...

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